Vida de plástico?

Beleza Americana é um delicioso soco violento no sonho americano, na utopia ridícula manifestada pelo ser humano, nos sonhos mais íntimos de todo ser. O filme, criativamente dirigido por um inspirado Sam Mendes, revela-se como um estudo sobre a necessidade x ausência sexual, infelicidade, compulsão pela mentira e ilusão social. Através da construção de um cotidiano de uma família e sua adjacente vizinhança que o próprio roteiro, altamente irônico e ardiloso, desconstrói seus mundos particulares: há estereótipos visíveis, consistentes - um cinqüentão a beira dos nervos, sem perspectiva e satisfação sexual ao lado da mulher excêntrica e fútil, a filha rebelde sem causa e introspectiva e sua amiga sensual, sinônimo de beleza incontestável. Em outra perspectiva familiar: há o pai machista autoritário que impera sua educação rústica para um filho deslocado em seu próprio mundo, filho de uma mãe passiva. O mais interessante é que todos os personagens são frágeis, aparentam uma essência que não é verdadeira e tudo tende a ser a revelação do caos, ao fim, quando vem à tona: traições, voyeurismo sexual, virgindade segredada, homossexualismo enrustido em fortes ejaculações surpreendentes. Todos os aspectos mais mórbidos da realidade ao estilo de vida americano. Os personagens funcionam como objetivo de criticar essa sociedade americana contraditória, daí a necessidade de serem carregados emocionalmente com muitas facetas da neurose ianque.

Há certa perversão no tom ácido do roteiro de Alan Ball, sensacional sátira dos costumes de relações conturbadas humanas: entre quatro paredes, as aparências tendem ao vício da loucura? Como se sustenta a hipocrisia do ser humano perante ele mesmo? A articulação preciosa do brilhante roteiro evoca discussões sobre essas falsas aparências, dissimulações humanas e desejos reprimidos com muita pseudo-inocência. O ser humano trancafia dentro de si mazelas inconfessáveis, desejos ardentes maldosos e muita malícia mascarada - a falsidade pode ser sinônimo de inteligência? Ou seria uma tristeza da amargura de viver imerso numa insatisfação de vida? A sacada genial de colocar, como narrador, o próprio morto que, de maneira cínica e com leve humor, contextualiza o enfoque de sua vida - recortando seu cotidiano, desmascarando uns aos outros. Os personagens demonstram certo desequilíbrio emocional e sexual, sentem necessidade de auto-afirmação por serem tão fragilizados.

Kevin Spacey tem uma atuação soberba, auxiliado por Annette Bening, Chris Cooper e os juvenis Thora Birch, Wes Bentley e Mena Suvari. É de uma admiração chapante ver como várias tramas paralelas vão se ligando e mexendo com valores que muitos julgam intocáveis. Pura aparência. Símbolos americanos são despidos e toda a hipocrisia salta na tela levando o público ao sorriso. A personagem de Mena Suvari, idealizada pelo narrador Kevin Spacey, repleta de pétalas, exala toda a sexualidade no decorrer do filme: ela faz questão de narrar tórridas experiências sexuais para, no epílogo, descontruir-se na garota virgem altamente inexperiente, com medo de ser comum. O sexo, conceitualmente, é um dos motores do filme - mas ele está dentro de um contexto que o público sequer se importa com o seu teor. A influência sexual na vida das pessoas é mostrada de três ângulos diferentes: homossexualismo sugerido, as descobertas da adolescência e as crises e traições extra-conjugais. A montagem do filme é dinâmica e determina um auxílio moderno à mise-en-scène - esta, irrevogavelmente, irretocável. A fotografia é apurada, ângulos inusitados e com um elegante aspecto dimensional.

Quem não se recorda da loirinha fatal, imersa numa banheira cheia de rosas vermelhas? Seria a representação da sexualidade perfeita ou da própria vida condicionada num simulacro? As cores vermelhas, presente na composição da direção de arte, é delícia visual e expõe o teor sentimentalista sensual que o filme revela. O encontro dramático interage com o alívio cômico, tudo bem balanceado. E a trilha sonora expressiva de Thomas Newman instiga, dá sustância às cenas. Em uma das melhores frases do filme é revelada qual o alvo de sua crítica: “Para termos sucesso é preciso projetar uma imagem de sucesso”. Sam Mendes concretiza seu mundo de falsidade e favorece um resgate a uma identidade da humanidade deteriorada por uma vida de plástico. Puro primor. Pois é, as máscaras sempre caem.

American Beauty (EUA, 1999)
Direção de Sam Mendes
Roteiro de Alan Ball
Com Kevin Spacey, Annette Bening, Thora Birch, Wes Bentley, Mena Suvari, Chris Cooper, Peter Gallagher

44 opinaram | apimente também!:

Mattheus Rocha disse...

'Beleza Americana' é um filmaço, uma grande crítica à sociedade estadunidense. Sam Mendes ainda não se firmou, a meu ver. Apesar de ter feito bons filmes após este, nenhum deles tem a força de 'Beleza Americana', perfeito.

Sobre a trilha de 'Lua Nova', eu gosto bastante. Já esteve em meu MP3.

Abraços.

Roberto F. A. Simões disse...

Sensacional. Satírica e despudorada crítica de costumes e valores das relações humanas, num argumento tão inteligente quanto ousado e, acima de tudo, muito bem escrito.

5/5

Cumps.
Roberto Simões
» CINEROAD – A Estrada do Cinema «

Marcio Melo disse...

Se eu tivesse que fazer uma lista dos melhores filmes que assisti em minha vida, Beleza Americana estaria nesta lista sem dúvidas.

E a cena que mais cravou na minha mente deste filme é a que o garoto mostra para a menina o vídeo que ele fez, de um saco plástico sendo conduzido pelo vento.

Sensacional hehehe

Valentim - O ponto da vista. disse...

Nossa, esse filme é muito bom, ótimas interpretações e um roteiro espontâneo. ;D parabéns!

Clenio disse...

Filme GENIAL (em maiúsculas mesmo) dirigido com ironia e sensibilidade, com um roteiro impecável e um elenco sensacional (e pensar que Chevy Chase poderia ser o ator principal!!!!).
Foi aqui que Kevin Spacey se firmou de vez dentro do meu universo como um dos maiores atores de seu tempo, em uma atuação delicada, sutil e repleta de nuances. Pena que Annette Bening também não saiu premiada, porque está igualmente brilhante.
Um filme com a cara de seu tempo e uma estreia alvissareira de Sam Mendes (a meu ver, um dos melhores cineastas em atividade).
Grande abraço, Cris.

Amanda Aouad disse...

A cena do saco de plástico é linda, mas recentemente derrubaram ela... Uma propaganda educativa contra lixos na rua. "Só o ser humano consegue ver beleza no lixo".

Beleza americana é um excelente filme e você dissecou bem as máscaras da sociedade americana. Aliás, o título é muito feliz. Como você bem disse "um soco violento no sonho".

bjs

Mirella Santos disse...

Sabia que eu nunca tinha visto até quando resolvi escrever no blog?! Hoje já me considero uma fã do filme, toda a história que ele passa sobre o que há por trás da "família feliz" na realidade nenhum deles tinham motivos pra agirem daquela forma só agiram por insatisfação a própria vida. Isso sim que é uma "porrada na cara de famílias felize" no fim todo mundo tem problemas. Ótimo texto Cris, abraços.

tadeu disse...

ola cristiano!
puxa, gostas de escrever :))
te adiccionei no meu blogue :)
abraço e aparece, farei o mesmo por estas bandas :)

Júnia L. disse...

Envolvente, polêmico e com elenco afinadíssimo."Beleza americana" é um ótimo filme. As interpretações (destaque paraAnnette Bening) são ótimas.
Além de tudo despe O AMERICAN WAY OF LIFE...
"um soco violento no sonho".

Ótima resenha!!!

bjim

=)

Jardel Nunes disse...

Beleza Americana é um desses filmes que viraram marcos na história do cinema... um filme soberbo, roteiro, direção e principalmente atuações descomunais...
Uma obra prima de um ótimo diretor... e não tem como no falar em Kevin Spacey, aqui ele está a toda, mostrando toda sua excelencia..

Abraços

Jardel Nunes disse...

Beleza Americana é um desses filmes que viraram marcos na história do cinema... um filme soberbo, roteiro, direção e principalmente atuações descomunais...
Uma obra prima de um ótimo diretor... e não tem como no falar em Kevin Spacey, aqui ele está a toda, mostrando toda sua excelencia..

Abraços

jeff disse...

Primeiro quero agradecer a visita, o link [que já foi retribuído] e os comentários lá no blog. =) Muito obrigado.

Quando ao filme, rapaz, eu preciso rever isso urgente! Assisti há MUITO tempo, quando lançou e aí eu detestei. Nem me lembro nada do filme, nem prestei atenção direito. Hoje com certeza verei por outra perspectiva, e espero ter uma impressão boa como a sua.

[]s!

Lú Silva disse...

Tambem quero ver uai!!!!

Bjos

Rodrigo Mendes disse...

O elenco é uma beleza, mas a maior estrela é mesmo o tal saco de plástico dançante.

Allan Ball e Sam Mendes foram amaldiçoados pela síndrome de Orson Welles, vítimas de um primeiro sucesso. Pelo menos fizeram Beleza Americana..que é o filme mais crítico ao "American Away of Life" que já vi. Um colosso sem adversários!

A música de Thomas Newman é um hino ao tema.

Quanto a estética, disse bem da mise-en-scène.

É um filme realístico e ao mesmo tempo um simulacro da vida americana. Como se tudo fosse rosas... e nem de longe a Mena Suvari é uma beleza, prefiro aquele plástico, rs!

Abs!

Serginho Tavares disse...

gosto muuuuuuuuuuito desse filme
pra se ver e rever
o único senão é a anette bening, um tanto caricata mas não estraga o filme
belíssimo!

Weiner disse...

Olá, Cristiano, tudo bem? Primeiramente, quero dizer que fiquei profundamente lisonjeado com seus comentários no meu blog! Depois, que terei o maior prazer em linkar você também, já percebi que mantém um espaço de excepcional qualidade - e melhor, que fala sobre uma das minhas grandes paixões, o cinema.
Sobre "American Beauty", acho um filme excepcional, que acabou recebendo a indiferença de algumas pessoas por obter destaque num ano de filmes tremendamente excepcionais. Meu favorito de 1999 era "Magnólia", mas confesso que o Oscar não fes uma escolha errada. Diria até que foi inovador ao coroar um filme tão ácido e irônico, que sopra o castelo de cartas que representa (e bem) a sociedade dos EUA. Um belo filme, tocante, divertido, com notáveis atuações (sim, Benning merecia o Oscar) e trilha sonora inspirada de Newman. Divino.
Abraços, prazer em conhecê-lo e fica a pergunta: você tem perfil no Twitter? Se sim, me adicione: é @weinergomes. É bom amadurecermos a amizade por estes tipos de veículo, também.

Nekas disse...

Com pouco tempo mas mesmo assim consegui vir aqui e ler a crítica a uma das mais fabulosas obras de Hollywood - American Beauty.

A crítica à sociedade é espectacular atrás de um simbolismo onde as aparências enganam-se, a "simples" beleza americana ou a estereotipada família comum americana são postas aqui à prova e de tudo têm menos de comum...

Abraço
Cinema as my World

BRENNO BEZERRA disse...

Um filme muito inteligente que não sai da minha memória.

Vladir Duarte disse...

Este filme é muito bom mesmo. Gostei muito e já assisti várias vezes...

Valeu!

jeff disse...

Ah sim, lembrei de algo!
Meu filme preferido é Magnólia, que perdeu o Oscar para Beleza Americana. Isso me deixa triste, e com uma leve raiva desse filme. hehe

Mateus, O Indolente disse...

Gosto do filme. Acho tão bom e relevante quanto Pecados Íntimos.

Cinema para Desocupados

Robson Saldanha disse...

O que mais posso afirmar que gostei dos seus textos é o fato de que seu foco central está nos personagens e histórias. Na questão filosófica da coisa e achei isso ótimo. Tento fazer algo semelhante mas vejo que ainda tenho muito o que caminhar para chegar ao que desejo e vc já está lá. Parabéns!

Infelizmente não conferi o filme. É daqueles que sempre deixo passar e nunca confiro. Mas está nos meus planos. Abraço

Márcio Beckman disse...

Cada um lá veste sua persona, mas com o decorrer dos filme todas são destruídas e cada personagem tem que se haver com o seu eu verdadeiro e se modificar para poder incluí-lo na nova realidade que está sendo contrída. Uma bela visão da evolução pessoal de cada um.

AlexSupertramp disse...

Um dos meus filmes favoritos. A critica à sociedade americana está expressa do principio ao fim. Conta ainda com um elenco fantástico, e todos dão prestações fenomenais.

Sem dúvida um filme imperdível.

Abraço

Victor Raphael disse...

Sam Mendes é um dos meus cineastas favoritos. Adorei o último filme dele, Distante nós vamos. Você já viu? Se não, corra pra ver porque é maravilhoso!
Eu fazia um curso de cinema ano passado e nele havia uma americana. Uma vez conversando com ela, eu comentei sobre o Beleza Americana que tinha passado no dia anterior na TV e ela me disse que aquele filme tinha muito significado pra ela e tal, bem mais do que tem para a gente. Eu fiquei pensando naquilo e sei lá, é estranho pensar que certas convenções ultrapassam o bom senso e acabam subjulgando pessoas e pensamentos.
Enfim, eu gosto desse filme apesar de tudo.

Obs.: Eu sempre estou por aqui... Só fico com vergonha de comentar e tal... HUAHAUAHAUAHUA
Loser X_X

Hugo disse...

O roteiro é sensacional, uma crítica ao mesmo tempo ácida e irônica, principalmente na narração em off de Kevin Spacey.
Alan Ball confirmou seu talento escrevendo a ótima série "À Sete Palmos" (Six Feet Under), que trazia todos estes elementos utilizados em "Beleza Americana", principalmente o sexo como motor da história.

Abraço

Diego Coletti Oliva disse...

Crítica perfeita para esse filme que merece destaque na estante de qualquer cinéfilo! Parabéns pelo blog e pelas ótimas observações que faz!

Kamila disse...

É fato que este filme faz uma grande crítica ao American Way of Life, ao retrato perfeito das famílias norte-americanas do subúrbio. Mostra as rachaduras, na verdade, dos relacionamentos. Mostra as vulnerabilidades, os elementos frouxos nos quais elas se apoiam! São pessoas, na verdade, correndo atrás daquilo que elas são de verdade e que se sentem presas no mundo em que vivem.

Elton Telles disse...

Obra-prima indiscutível. Rasgar elogios para "Beleza Americana" é chover no molhado. Só digo que é um dos maiores debuts do cinema que já vi.

Belo texto, Cristiano.
assino embaixo!


ABS!

Jenson J, disse...

O que dizer de um filme literalmente perfeito?

ÓTIMO TEXTO!

Paulo [ALT] disse...

Cris,

Hey, Allan Ball não é o cara do Six Feet Under e True Blood? O criador?

Enfim, esse filme pelo menos eu assisti SIM e gostei SIM. Na verdade só aquela musiquinha que imita meio um compasso, não sei explicar, sabe qual é? Então, caracterizou e deixou o longa marcante. Só quando passa na televisão o "metade-trailer" eu já fico atento. Pena que não tenho o dvd, dá-lhe Intercine =/ mesmo eu odiando ver pela tv. Anota ai: ainda compro. E não... Mc Donalds só no shopping mesmo hahahah ;]

Duas coisas que preciso apontar, irrevogavelmente, no post: "fortes ejaculações surpreendentes", eu gostei disso. É bobo dizer, mas como já sabe que eu curto muito a forma que você constrói toda sua crítica, também aproveito e saio falando isso. Tem também a parte da tendência ao vício da loucura quando entre 4 paredes. De fato, isso é um "fato". Só que isso é superficial, depois você despeja um balde de reflexões contundentes. Os desejos trancafiados e as falsas aparências, ou bem como a parte do simulacro na banheira de rosas. Genial isso. Há horas que prefiro comentar sobre o seu texto do que o filme, e sabes disso.

Minha cena favorita, aquela do pai e do beijo, sabe qual é né? Se bem que faz tempo que não assisto.

Abraçuu meu Amigo ^^

Homens x Conceitos disse...

Ohhh cara, valeu, mas o seu espaço que está um luxo...rsrsrs

Está de parabéns mesmo, gostei muito, e estarei seguindo aqui fielmente!!

Grande abraço!

RAMON(ES) disse...

Esse filme é realmente muito bom.
Essa cena da Thora Birch cheia de rosas é genial!

Mescla de culturas disse...

Ótimo filme, viu?
Deu vontade de alugar de novo e pensar sobre todos os subtemas que você levantou!!!
adoro seus textos
abraços

Reflexo d Alma disse...

Linda quinta!
Passando pra te ler e
por a
leitura em dia
comento depois.
Passa la no blog...

Bjins entre sonhos e delírios

"Dou valor as coisas, não por aquilo que valem, mas por aquilo que significam "
Gabriel Garcia Marques

Paulo Soares disse...

Nossa, que perfeito esse seu texto Cristiano.
Para mim Beleza Americana é uma obra prima contemporânea, que só tende a melhorar a cada nova assitida.
Sou adimirador explicito do Sam Mendes.O acho um diretor notável.

E o roteiro do Allan Ball é nada menos que soberbo. De uma acidez, desfarcatez, humor negro. Magnífico.

Parabéns outra vez pelo texto, sem dúvida alguma um dos melhores que li sobre o filme.

Abs!

R@mon_Vitor disse...

Você é um resenhista como poucos. Parabéns

ana wants revenge disse...

concordo total com ramon :)

e vou ficar colada aqui agora...
beeeeijo
.
.
.

Mayara Bastos disse...

Belíssimo filme mesmo. E conta muito bem a vida privada de pessoas que aperentam serem uma coisa, mas não deixam de ter problemas. Perfeita caracterização do "American Way of Life". ;)

Marília Marques disse...

Não que seja só isso: "Para termos sucesso é preciso projetar uma imagem de sucesso”, mas em parte é assim que acontece.

Isso me lembrou a frase de um certo alguém que numa conversa sobre o meu Blog, disse: Mari, ''visibilidade dá credibilidade''.

** Ótima sugestão de filme..Vai entrar pra minha lista dos que ''precisam'' ser assistidos.

Inté.

Alan Raspante disse...

Beleza Americana, é mesmo muito massa, tem ótimas interpretações, um roteiro muito bom e uma ótima direção !

Reinaldo Glioche disse...

Aqui vc foi simplesmete perfeito na avaliação que faz do filme. Parabéns!

Madame Lumière disse...

Oi Cris,

Clap clap. Sua resenha é tão precisa que é uma das mais espetaculares que você já escreveu. Você foi direto ao ponto e desmascarou o que o filme desmascara: a hipocrisia, a dissimulação de uma sociedade fútil, escrava da aparência.

Beleza Americana é um dos filmes mais completos que existem. Uma obra prima, sempre bem vinda.


PS: Adoro o Sam Mendes!

Bjs!

Jean disse...

Bom... cheguei tarde, mas eis me aqui! Olha... nem sei o que relatar neste momento, pois, realmente estou atônito com este filme. Tudo que posso dizer é que não exageraram ao serem tão positivos em relação a este. Atuações incríveis e memoráveis. História impecável, que nos obriga a fazermos uma auto-análise e perceber que um sorriso nem sempre é sinônimo de felicidade. O filme encanta a seu modo, tira risos nas situações embaraçosas, faz com que nos identifiquemos instantaneamente com os personagens e seus 122 minutos de duração voa diante de nossos olhos, por tamanha grandiosidade oferecida. Definitivamente um filme que acaba de entrar no meu top 10.

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